domingo, 20 de maio de 2012

XC.... diferente

hehehehehe... podium é sembre bom. Um off topic para quebrar o gelo!!!
Mas hoje não foi de parapente, foi de MTB (moutain bike).
1a competição após o retorno e mesmo após apenas 2 giros pós molho e, ainda, com o ombro ainda ferrado... foi bom mesmo assim: 1o Lugar - Categoria Turismo

2a Etapa da Copa Capixaba de MTB - Vila Velha-ES - Morro do Moreno
Não corri a 1a etapa pois estava bem ferrado ainda do ombro e não conseguia pedalar. Talvez eu entre no circuito para voar quando não estiver engajado na Expedição XCb.
Valeu galera!!!!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Categorias: HOT x Padrão

Tenho recebido comentários e também alguns questionamentos recentemente quanto a uma celeuma envolvendo a participação ou não de velas D-Hot em competições aqui no Brasil. Vou comentar um pouco este assunto para aproveitar o gancho e levar um pouco de reflexão para pilotos de todas as categorias.
Alguns têm questionado a criação do termo "HOT". Quem criou o termo HOT foram os próprios fabricantes que "conseguiram" homologar seus projetos de 2 linhas. Sim, não foi piloto nem organizador de competições quem criou o termo HOT não. Então, convido todos a voltarem ao berço de tudo para entenderem um pouco mais e reestruturarem seus pensamentos e reflexões acerca do que realmente é uma vela HOT. Assim que dois fabricantes conseguiram homologar suas velas 2 linhas, Ozone e Niviuk, os sites dos mesmos divulgaram a novidade com um reforço de informação bem grifado em relação ao fato de que as velas 2 linhas homologadas na classe D se tratavam, na verdade, de velas de competição com alta demanda de pilotagem e totalmente voltada para pilotos de competição de alto nível.

Anúncio do Lançamento do Enzo pela Ozone (Novembro de 2011 - Site Ozone)
Ozone Enzo
The EnZo represents a new class of paraglider. It is an open class competition wing with pending EN D certification. This wing has the flight characteristics, behaviour, safety and performance normally associated with the open class, and although EN certified it can still only be safely flown by skilled “Open Class” pilots. We feel this wing should be in a separate class, as it does not really offer the ease of use and levels of passive safety that we would normally expect from an EN D level wing. It is designed for racing and made to fit the requirements of the top level pilots who were flying open class wings before the 2012 season.

Tradução:
O Enzo representa uma nova classe de parapente. Ele é uma vela da classe competição apresentada para certificação EN D. Esta vela tem características de vôo, comportamento, segurança e performance normalmente associadas à classe Open e, apesar da certificação EN, ELE CONTINUA SENDO SEGURO PARA SER VOADO SOMENTE POR EXPERIENTES PILOTOS "Open Class". Nós achamos que esta vela deveria estar em uma categoria separada, uma vez que ela não oferece o fácil uso e segurança passiva que normalmente esperamos de uma vela nível EN D. Ela foi projetada para competições e feita para se atender as exigências de pilotos de alto nível que estavam voando velas de competição antes da temporada 2012.

Então... se o objetivo de toda esta reestruturação e remodelação nas competições e nos tipos de velas aceitas para competir era evitar que os pilotos se expusessem a riscos exagerados, acredito que a reação dos fabricantes foi muito parecida com a de um piloto que voa em full speed mesmo a 50mts do chão para tentar matar uma prova. Eles foram ao limite!

Bom, na minha visão, os organizadores de competições podem sim dar a sua contribuição para que algo realmente eficáz seja feito e a casa seja colocada em ordem. Não sou a favor da abertura das competições para as, agora já explicadas, D Hot. Isto tudo, partindo do princípio de gerar uma verdadeira mudança de atitude por parte de fabricantes e pilotos de competição quanto à segurança e competitividade entre pilotos e estratégias. Caso contrário, sou a favor de voltar a ser tudo como era antes, sob risco de viver uma realidade hipócrita. Afinal, sendo o piloto que mais participou de competições no Brasil inteiro no ano de 2011, tendo voado 2 linhas a temporada toda e ainda voando com 2 linhas atualmente, acho que posso expressar a minha opinião com tranquilidade e transparência.

Depois deste início, gostaria de aproveitar para convidar os pilotos iniciantes e todos os pilotos que voam por lazer e se aventuram no XC e nas competições esporadicamente, para refletirem acerca de todos os modelos de velas EN-B e EN-C que estão chegando ao mercado nesta temporada.
Srs pilotos, não se iludam, os projetos evoluíram muito e o que antes era um mero próximo passo, pegar a próxima classe de vela após 2 anos voando a classe atual, agora virou um salto.
Muito piloto não está ligado nesta evolução e não está pensando que, o simples fato de sair de uma vela DHV 1-2 de 2 anos atrás e passar para uma EN-B (1-2) atual já é um passo rumo à evolução de performance e exigência de aperfeiçoamento de pilotagem. Agora, imaginem o piloto que sai de um DHV 1-2 de 2 anos atrás e passa para um EN-C (2) atual... imaginou???
As velas estão mais precisas e reativas aos comandos, a velocidade de cruzeiro aumentou, o comportamento na decolagem com vento mais forte ficou mais técnica, assim como a com vento mais fraco também, as reações quando em ocorrência de colapso superior a 30% ficaram um pouco mais enérgicas (apesar de dentro dos limites da categoria)... muita coisa mudou. Para melhor, é claro, mas isto demanda um piloto melhor na outra ponta.
SOL Synergy Five
Srs pilotos, reflitam. Pensem bem nos seus objetivos. Se a diversão, o prazer e a satisfação particular são a sua prioridade, reavaliem as suas opções no mercado com vistas ao que foi exposto aqui. Não é preciso mudar de nível para ganhar performance neste primeiro momento. Pensem nisto!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Transição - Parte 1

Oi amigos, legal termos uma visão diferente ou complementar sobre as térmicas, não? Mas, voar distância livre (XC), vai muito além das térmicas. Eu sempre digo que o XC não é uma questão de achar térmicas e sim do que fazemos com as térmicas que achamos.

Tudo começa com o planejamento inicial do dia, feito pelo piloto antes de decolar... na verdade antes mesmo de ir para a rampa e apenas confirmado e ajustado na rampa. Desde a 1a térmica o piloto precisa ter sua rota sempre em mente e observar os contornos que tem pelo caminho para ir se posicionando. Às vezes, o pior que um piloto pode fazer é subir tudo na 1a térmica, a da cara da rampa, e perder sua conexão com a rota, o que o levará a uma correção forçada e aumento desnecessário dos riscos de pouso precoce.

É preciso que o piloto sempre se lembre que um vôo de distância é resultado de movimento horizontal e não vertical (térmicas). O vertical é necessário, é meio, mas não o objetivo em si.
Então, gosto de começar a falar sobre transições alertando aos pilotos que, assim como se deve navegar de maneira objetiva, devemos avaliar nossas subidas e derivas para apurar se ela está facilitando ou complicando a navegação lá na frente.




Então, neste primeiro texto, vai o lembrete e convite à reflexão principalmente para os pilotos que voam em rampas nas quais não se pode simplesmente subir na cara da rampa e mandar para trás (como Brasília, por exemplo). Mas, este lembrete vale também para todo o vôo e para cada térmica e deriva que você encontrar. Se usar com inteligência, pensando nas transições, na rota lá na frente, tudo vai ficando mais fácil e se encaixando. Caso contrário, parece que o quebra-cabeças não fecha nunca.

domingo, 13 de maio de 2012

Read It...

Amigos, inclui um gadget para tradução dos textos do blog. Tomei esta iniciativa após perceber o quanto tenho tido a honra de ser lido em várias partes do mundo. Hoje, por exemplo, foram 26 acessos vindos da Romênia e 13 do Libano. É muita responsabilidade mas, ao mesmo tempo, é uma grande satisfação.
Outra coisa, alguns leitores perguntam se podem compartilhar o conteúdo do blog de alguma forma. O conteúdo deste blog é feito para vocês. Divulguem, copiem, transcrevam... fiquem à vontade.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dúvidas Sobre o LK8000

Amigos, apesar da insistência de alguns e das dúvidas de outros, acabei aguardando um pouco para ver como seria a difusão de informações sobre o LK8000.
Tem muita gente com dúvida mas que não está pesquisando o assunto na WEB. O cara entra na web para mandar a mensagem de dúvida mas não entra do Google ou outro site de busca... e nem no meu blog... para procurar por informações.
Eu já coloquei as informações no blog para auxiliar no passo de instalação. Segue link dos posts:
http://xxcb.blogspot.com.br/2011/08/instalando-o-lk8000.html
http://xxcb.blogspot.com.br/2011/08/testando-o-lk8000-gps-foston.html

Quanto às mensagens de erro, já escrevi sobre isto também na própria página que criei sobre o LK8000 no meu blog:


LK 8000 - No Fix Position e GPS not Connected

A mensagem No Fix Position (acho que é esta), é referente ao fato de o GPS não ter encontrado os satélites suficientes para ter uma posição definida. Isto acontece dentro de casa, às vezes dentro do carro ou em locais com sombra (baixa visibilidade de satélites). Assim que o PNA (GPS Automotivo) identifica os satélites esta mensagem some e o mapa e waypoints são atualizados para navegação.
A mensagem GPS Not Connected se deve ao fato de, nas configurações, na página de portas seriais de conexão a dispositivos, não estar corretamente configurado o acesso ao Dispositivo 1. Normalmente, se deve configurar o dispositivo GENÉRICO para o Dispositivo 1 e deixe as demais configurações como estão de paridade e velocidade.

Aproveitem para atualizar a versão 3.0 que já está disponível no site da LK.

Sinceramente, quero muito ajudar a todos, mas primeiro é necessário que vocês se mexam e pesquisem mais sobre o assunto. Faz parte de uma melhor fixação do aprendizado e isto é determinante durante o vôo.
Quanto aos problemas de visibilidade etc e tal, a Tirante A estará lançando até o final de Maio uma solução de hardware e teremos a representação exclusiva no Brasil (REPRESENTAÇÃO OFICIAL E EXCLUSIVA e não venda ou revenda de produto importado) de dispositivos adequados para a montagem perfeita de um cockpit de XC ou Race. Fiquem ligados!!!

Escalando Melhor as Térmicas

Que tal falarmos um pouco sobre este fabuloso e tão misterioso assunto que é a eficiência na subida em térmicas para desmistificarmos um pouco e também refletirmos sobre formas de abordagem numa enroscada? Boa, vamos lá!
Antes de qualquer texto, gostaria que vocês focassem e avaliassem bem a imagem abaixo:

A imagem acima eu criei para utilização em meu curso de XC para auxiliar na visualização do que, normalmente, encontramos quando estamos dentro de uma térmica. Observem que a térmica tem intensidades variadas tanto no aspecto vertical (3 estágios básicos distintos) e também no aspecto horizontal (variado de acordo com altitude e intensidade do vento).
Bom, no aspecto vertical, gostaria que vocês se lembrassem que uma térmica sobe devido à diferença de pressão entre o ar quente (-) e o ar menos quente à sua volta (+). Só que, assim como todos os corpos com massa no mundo, a térmica também obedece às leis da inércia e, quando ocorre o fenômeno do desprendimento ou da vazão que gera o fluxo ascendente, a térmica tem que, neste 1o estágio, vencer a inércia de start. Inclusive, é muito fácil identificar quando estamos nos aproximando de um provável pouso e batemos numa térmica neste estágio.
A térmica neste estágio tem consistência, não sobe com regularidade, dá uns coices e você tem uma certa dificuldade em se orientar quanto ao melhor ponto de subida, o que leva muitos pilotos a pousarem ao lado deste maravilhoso elevador em sua fase inicial. Com observação e prática mais refinada, o piloto começa a entender que é um jogo de paciência e sensibilidade. O piloto deve, nesta estágio, ir se agarrando aos melhores pontos de ascenção e ir escalando a térmica com determinação. Se afrouxar, pode ficar no chão. Atentos amigos.
No 2o estágio vertical, a térmica já está em sua velocidade praticamente plena e estamos num dos lugares mais legais do mundo. A térmica dá uma certa amansada e a boa velocidade real da térmica pode ser experimentada com boas técnicas de centralização para irmos aproveitando as melhores áreas. Observem na imagem que o que o vário mostra é o resultado da ascenção do parapente, mas o parapente pode estar experimentando intensidades diferentes. O piloto tem que ir se aperfeiçoando na arte de sentir as variações de pressão nos comandos e na "bunda" para ir se posicionando sempre nos melhores pontos.
No 3o estágio vertical, a térmica entra numa situação de desaceleração por força da inércia. O motor que leva a térmica a subir é o diferencial de pressão e, ao atingir a altitude do ponto de orvalho, a térmica tem este motor desligado e continua a subir apenas no embalo (inércia também). Assim sendo, o piloto precisa estar sempre atento quando entra nesta faixa de altitude para evitar perder tempo em momentos de ascenção abaixo da média.

Uma dica para os pilotos, como sempre digo, é a postura padrão em vôo. Quando baixo numa térmica em fase inicial de subida, o piloto tem que ter sensibilidade, ser delicado, mas ao mesmo tempo tem que ter precisão, decisão e atitude nos comandos. O piloto tem que "mostrar quem manda" para subir bem e rápido. Se ficar de passageiro, o stress pode levar a uma baixa concentração e posição passiva, o que pode provocar um pouso precoce. Cuidado para não confundir com a situação de entrar numa térmica em final de carreira a baixa altura. Nestes casos, a sensibilidade, a paciência e uma certa passividade auxiliam para que o piloto consiga se manter e subir mesmo num zerinho.

Com relação ao vento, complemento que o piloto deve se acostumar um pouco a pilotar a vela deixando que a mesma também mostre o caminho em alguns momentos. Quando o piloto bate numa térmica a baixa altura, o correto (ou mais indicado) é dar o primeiro bordo sempre a contra vento. Qual a razão para isto? As razões básicas são 2. A 1a razão é evitar um grande deslocamento no momento em que ainda não se tem a térmica mapeada. Se o primeiro bordo for a favor do vento, o piloto pode se deslocar muito sobre o solo e, se varar a térmica, certamente irá pousar antes de conseguir retornar para a térmica. A 2a razão é aproveitar para gerar um bom ganho inicial e permitir uma "auto-centralização". Neste primeiro bordo a contra vento, além de subir, o piloto pode sentir melhor a térmica e decidir com maior precisão o eixo de sua 1a volta completa para evitar cair da térmica.

Muito bonito tudo isto né.... pratiquem e produzam seus próprios conhecimentos. Bons vôos!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Campeonatos 2012: Certezas ou Dúvidas?

Pois é, apesar de estar saindo do molho após quase 2 meses sem tirar os pés do chão e estar em plena temporada das frentes e massas de frio e chuva no sudeste, venho acompanhando detalhadamente o que está rolando nas competições de parapente no Brasil.

Bom, para muitos, as tabelas de classificação das competições Brasileiro e Andradas devem ter gerado muitas surpresas e até mesmo indagações quanto às razões da existência humana.... ou quase isto. Só que, o que está acontecendo é o advento da mudança. As ondas da mudança, antes apenas imaginadas e depois apenas visualizadas de longe, agora acertaram a todos e estamos vendo que nem todos estão ficando de pé como imaginavam. Nem todos estão conseguindo furar a onda, nem todos estão conseguindo pulá-la e poucos estão conseguindo surfá-la.
Ano passado muito nego bateu no peito e gritou bem alto que a galera da serial iria continuar andando "atrás", que ia continuar no "vagão" e comendo poeira de nuvens e terra. Eu escrevi sobre isto e cantei a pedra. Mudanças iriam acontecer. Um terreno estável para muitos iria ficar muito instável e realmente desconfortante. Acho que estamos diante do presente que irá nos levar ao novo futuro.
Sinceramente estou me divertindo muito... voltei a ficar ansioso para abrir a página web da competição e ver os resultados. Em alguns casos morro de rir sozinho com a página e seus intrigantes resultados.
Acho que a competição em Andradas foi a que mais realmente criou o cenário justo para o presente, em que buscamos embate entre estratégias e técnicas e com todos nivelados dentro de uma margem complacente e populosa que englobou diversos tipos e modelos de parapentes com diferenças de performance basicamente anuladas pelas condições climáticas não tão clássicas.
Brincadeiras à parte, foi legal ver o Maurão matando uma prova... kkkkkkkkkkkk. Maurão, brincadeira heim! Parabéns!!!
Tenho certeza de que os pilotos mais inteligentes estão começando a entender as dificuldades enfrentadas por pilotos que voam velas de classes inferiores e com menor performance. Estão começando a perceber que muitas vezes um bom piloto jogava com uma margem de risco muito alta para tentar andar junto ou à frente dos pelotões de ponta. Estão começando a perceber que o jogo, para estes pilotos "seriais", era um jogo completamente diferente do jogo das cabeças.
Bom, não precisamos mais elaborar pensamentos e engendrar idéias quanto ao futuro. O futuro chegou e com ele as suas novas exigências. Fiquemos atentos e, principalmente para aqueles que levam o vôo a sério, abram-se: O amanhã já é hoje!
A melhor forma de enfrentar uma mudança é se expondo a ela, se banhando em suas águas e buscando as perguntas certas para trabalhar nas respostas adequadas.
Boa sorte a todos!